segunda-feira, 1 de agosto de 2011


Biografia de Jacques Le Goff




Ainda menino, aluno em Toulon, cidade do sul da França onde nasceu em janeiro de 1924, o futuro historiador Jacques le Goff encontrou o seu destino. Depois de ter lido Ivanhoé, a mais famosa novela histórica de Walter Scott, nunca mais deixou de interessar-se pela Idade Média. A tal ponto que, ao completar 80 anos em 2004, foi universalmente reconhecido, juntamente com Georges Duby e Le Roy Ladurie, como um dos maiores Medievalista da França do após-Segunda Guerra Mundial.

Um homem da elite pensante


Castelo d´Usse, no Loire Jacques Le Goff pertence ao supra-sumo da elite intelectual francesa. Sua carreira desde os primeiros bancos escolares até os escalões superiores, foi uma crônica de ascensão intelectual e institucional. Estudou na Escola Normal Superior de Paris, centro de formação dos quadros do magistério francês, depois de ter completado os primeiros anos escolares no não menos famoso Liceu Louis-le Grand, na qual entrou em 1944, época em que Jean-Paul Sartre, outro egresso da Escola Normal tornava-se o ex-aluno mais famoso da França e um dos primeiros filósofos do mundo do após- Segunda Guerra Mundial.
Era uma época de grandes mudanças e a pesquisa histórica não podia ficar longe delas. Na França, desde os finais dos anos vinte, crescia em influência a chamada École des Annales, liderada por um pequeno grupo de historiadores reformistas, reunidos ao redor de Marc Bloch e Lucien Febvre que, desde 1929, vinham publicando uma revista (Annales d'histoire économique et sociale), que tinha por objetivo afastar a historiografia da sua dependência para com a política, como era o gosto da corrente positivista (ainda largamente hegemônica).
Outros temas deviam servir de interesse ao historiador. Novas campos de pesquisas deveriam ser abertos, graças a impulsão da arqueologia, que não se limitassem mais ás visitas aos arquivos estatais atrás das decisões dos governantes, dos reis ou dos presidentes. Uma outra história deveria então nascer que abarcasse as mentalidades das épocas passadas, a geografia, o clima, os costumes, a vida cotidiana, e assim por diante.

Entre os extremos

Jacques Le Goff Seguindo o seu principal mentor, o medievalista Marc Bloch ( fuzilado por militar na resistência francesa à ocupação nazista, em 1944) e dando vazão a sua paixão juvenil, Le Goff, após ter cursado letras em Lille, mergulhou fundo nos manuscritos antigos, nos velhos tratados escolásticos, nos diplomas e pergaminhos, nos rolos veneráveis que guardavam os segredos e as polêmicas do medievo.
Encontrou um outro mundo, bem distante daquela visão cultivada e difundida na França desde os tempos do Renascimento de ser a Idade Média “uma era das trevas”, a dark age dos ingleses. Entretanto, não se inclinou pelo seu extremo: a posição assumida por Chateaubrian, autor do Génie du christianisme, “O Gênio do cristianismo”, de 1802, que, bem ao gosto do romantismo predominante na época da restauração (1815-1830), pintou a epoca das catedrais medievais como uma idade de ouro da cristandade e da vida fraternal.

Agnóstico, procurou formar uma posição eqüidistante entre os detratores e os apologistas da Idade Média que viam-na como a Legenda Dourada, dominada pelo nobre espirito cavalheiresco e cortesão, envolto num clima de autêntica fé. Na concepção dele, a Idade Média formou uma civilização própria, distinta da Antigüidade greco-romano e do mundo moderno. Era um planeta com suas próprias simetrias e circunvoluções e que devia ser assim estudado, pois grande parte dos países europeus procuravam nela, na Idade Média, os seus principias símbolos nacionais.
Bem antes, todavia, de chegar a alcançar essa concepção da existência de uma Civilização do Ocidente Medieval (La civilisation de l´Occident Médiéval, Flammarion, 1997) ele preocupou-se em apresentar um tríptico daquilo que originalmente pareceu-lhe pertinente: os estudos sobre os intelectuais, sobre os mercadores& banqueiros e sobre os heréticos da Idade Média. São peças curtas, brilhantes, de leitura fascinante que mostram uma outra face daquela época que não a da vida monacal e da cortesã. Não foram os mosteiros nem os castelos que o interessaram, mas sim a vida universitária, as corporações de negócios, o surgimento da bolsa de valores e os ruidosos movimentos de contestação à ordem religiosa e monárquica.

A invenção do purgatório

Dante e Virgílio no Purgatório (Luca Signorelli, 1450-1523) O seu grande achado, de fato, foi o livro maravilhoso que dedicou ao Purgatório (La naissance du purgatoire, Gallimard, 1981) Trata-se de um ensaio erudito de sociologia histórico-religiosa no qual ele demonstra como, lentamente, na transição do século XII ao XIII, a idéia da existência do Purgatório começou a tomar corpo no Ocidente Cristão como uma espécie de espaço da tolerância. Uma abertura, uma brecha, na até então rígida geografia do sobrenatural da cristandade que forçava as almas dos homens a inevitavelmente dirigirem-se para o Inferno ou para o Paraíso.
Espaço esse que abriu caminho para a recuperação do passado clássico visto que os autores cristãos, a começar por Dante Alighieri, (A Divina Comédia, 1319-1321), colocaram os grandes filósofos do paganismo, como Platão e Aristóteles e tantos outros mais, com suas almas purgando no limbo. Era um novo cenário do sobrenatural que mantinha-se eqüidistante entre o reino de Satanás, morada das almas danadas e pecadoras, e o reino dos Céus, onde somente os puros adentravam. Rompia-se assim com o dogma até então aceito de que todos aqueles que haviam nascido antes do aparecimento de Jesus Cristo na Terra, mesmo os de cérebro luminoso e homens exemplares, estavam automaticamente condenados às profundezas das trevas.
Le Goff, num levantamento minucioso e erudito, mostrou como o Purgatório surgiu das necessidade de acomodar-se novos fenômenos sociais e tensões morais e éticas que emergiram no seio do cristianismo medieval e que foram canalizados para a invenção do Purgatório.

Duas biografias

Mesmo reconhecendo que a escola historiográfica a que se filiava, a Escola dos Anais, não dava relevância à biografias, Le Goff decidiu-se por publicar dos livros que tiveram ampla repercussão e aceitação publica: a vida de São Luís (a história do rei francês Luís IX, o único a ser canonizado), e outra dedicada a São Francisco de Assis.
O grande rei francês e o monge mendicante italiano, cada um ao seu modo, parecerem-lhe os grandes paradigmas da cristandade medieval, personagens-simbolos que, com seu comportamento exemplar e assumida prática cristã, influenciaram notavelmente tanto as altas rodas da nobreza e das elites políticas e religiosas como em meio ao povo miúdo da Europa pobre daquele tempo.

Por uma outra cronologia

O livro-codex, de ampla circulação na Idade Média Por mais operacional e didática que possa ser a divisão da história feita em Antigüidade, Medievo, Moderno e Contemporâneo, ele se opôs à classificação convencional que menciona a existência de um Baixo Império (os 300 anos que vão de Constantino a Justiniano) ou de uma Alta Idade Média (período que vai da queda de Roma, em 476 , até à viagem de Colombo, em 1492). Para Le Goff a Idade Média é uma só: vai da aparição do livro-codex (caderno ilustrado e costurado, escrito a mão, que substitui o pergaminho) no final do século IV , até a eclosão da Revolução Francesa, em 1789. É uma Idade Média de mil anos, que ignora o Renascimento ou o que convencionou-se chamar de Idade Moderna. No entender dele a periodização mais apropriada seria: Antiga –Medieval - e Contemporânea.

Obras de Jacques Le GoffDictionnaire raisonné de l'Occident médiéval (en collaboration avec Jean-Claude Schmidt), Fayard, 1999Saint François d'Assise, Gallimard,collection "à voix haute", 1999 (CD) Un autre Moyen-Age, Gallimard, 1999Le Moyen Age aujourd'hui, Léopard d'Or, 1998La bourse et la vie, Hachette Littératures, 1997Pour l'amour des villes (en collaboration avec Jean Lebrun), Textuel, 1997La civilisation de l'Occident Médiéval, Flammarion, 1997Une vie pour l'histoire (entretiens avec Marc Heurgon) , La Découverte, 1996L'Europe racontée aux jeunes, Seuil, 1996Saint Louis, Gallimard,1995L'Homme médiéval (dir.), Seuil, 1994La vieille Europe et la nôtre, Seuil, 1994Le 13e siècle: l'apogée de la chrétienté, Bordas, 1992 Gallard, passeport 91-92 : une œuvre d'art à la rencontre de…, Fragments, 1992Histoire de la France religieuse (dir., avec René Rémond), 4 volumes, Seuil, 1988-1992L'Etat et les pouvoirs, (dir.), Seuil, 1989Du silence à la parole : droit du travail, société, Etat, 1830-1985, Calligrammes, 1989Histoire et mémoire, Gallimard, 1988Faire de l'histoire (dir., avec Pierre Nora), 3 volumes, Gallimard, 1986Intellectuels français, intellectuels hongrois, 12e -20e siècle, Editions du CNRS, 1986Crise de l'urbain, futur de la ville: actes, Economica, 1986 L'imaginaire médiéval, Gallimard,1985La naissance du purgatoire, Gallimard, 1981La nouvelle histoire (en collaboration avec Jacques Revel), Editions Retz, 1978Pour un autre Moyen Age, Gallimard,1977Les propos de Saint Louis, Gallimard, 1974 Hérésie et sociétés dans l'Europe pré-industrielle, 11e-18e siècle: communications et débats du colloque de Royaumont, EHESS, 1968Marchands et banquiers au Moyen Age, Le Seuil, 1957 Les intellectuels au Moyen Age, Le Seuil,1956 .

Fonte:

sexta-feira, 29 de julho de 2011

São João da Barra poderá ter Geoparque

O governo do Rio de Janeiro vai pleitear na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a criação do Geoparque Costões e Lagunas que abrangerá 15 municípios do litoral fluminense, de Maricá, na região metropolitana, até São João da Barra, no norte fluminense.
O projeto, se aprovado, dará ao país o segundo geoparque das Américas e o 78ª do mundo. O Geoparque de Araripe foi criado em 2006, no Ceará. Os estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também já apresentaram propostas e pleiteiam o selo, que garante reconhecimento mundial, por meio de uma rede global, estimulando o turismo científico e cultural.
O projeto será apresentado à Unesco em setembro, e a chancela, se concedida, ocorrerá em um prazo de seis meses a um ano, como explicou à Agência Brasil a diretora de Mineração e Meio Ambiente do Departamento de Recursos Minerais (DRM) do estado, Débora Toci.
“O fundamental da iniciativa na Unesco é a demonstração de que há toda uma preocupação ambiental, mas inserida também na própria população de que preservar os pontos de interesse, sejam geológico ou histórico, é bom para ela mesma. Desde a importância da biodiversidade que a região tem, passando pela relevância de sua geologia, arqueologia até a relevância histórica”, disse.
Segundo informações do governo do estado, a sede do geoparque ficará na Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e prevê a construção de um museu para reunir objetos e documentos que relatem a história e a relevância científica dos 104 sítios já mapeados.

Muito Legal!!!!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

 
Cine Teatro São João 
( São João da Barra-RJ)
 
 


A história do teatro em São João da Barra remonta os tempos da pequena ermida de São João Batista quando os padres ensaiavam com as crianças da vila, ainda nos séculos XVII, XVIII, Autos Religiosos a fim de melhor ensinar os evangelhos e um rebanho de iletrados.
Mas é no século XIX que a arte vai intensificar-se oferecendo ao público sanjoanense uma gama de espetáculos que iam dos religiosos aos satíricos, dos dramas circenses aos folclóricos espetáculos de folias, reisados, congadas e outras espécies de artes interpretativas, quer com artistas locais ou de companhias itinerantes chegadas por nosso porto.
Tão intensa era a arte cênica em nossa cidade que no início no século XX um grupo de entusiastas liderados pelo Cel. Cintra, à frente da Sociedade Beneficente dos Artistas que havia sido fundada em 1892, dá início às obras de construção de um “soberbo e confortável” teatro inaugurado em 1906 com a denominação de Teatro São João.
Com a difusão do cinema, primeiro mudo, depois falado, o prédio passa então comportar mais esta forma de arte, funcionando com assiduidade em sessão de cinema e espetáculos teatrais nas várias fases dos diversos grupos.
Até a década de 80 do século XX, nosso espaço abrigou inúmeros espetáculos de dança, música, teatro e cinema. Mas com o progresso do cotidiano e o descaso pela cultura, nosso templo de artes cênicas fecha suas portas num período de declínio.
Surge então o Grupo Teatro “Nós da rua”, em 2004, como um movimento político-cultural que visava pacificamente protestar contra o descaso do poder público com a arte Goethe e João Caetano. No alvorecer do século XXI, esse grupo de amantes das artes cênicas reúne-se e resolve fazer teatro na rua.
No ano de 2005, o velho e abandonado Cine Teatro é adquirido pela Prefeitura, e logo após, restaurando e agora, devolvido à comunidade para que os sanjoanenses possam expressar a sua arte e oferecer aos visitantes cultura e diversão.
O Cine Teatro São João, sala de visitas da terra de Narcisa Amália, totalmente restaurado em seu estilo clássico, sendo dotado de mobiliário de época, aliado a tecnologia de um possante sistema de luz e som, oferece ainda 200 confortáveis poltronas, acústica perfeita, além de “toiletes” modernas e adequadas aos portadores de necessidades especiais.
Como função social, trabalhamos cinema através de exibição de documentários, filmes consagrados e de difícil acesso à população. Sempre arrecadamos na entrada 01kg de alimento, onde é revertido para a Secretaria de Ação Social que posteriormente é revertido para famílias carentes. Referente a apresentações artísticas (música, dança e teatro), geralmente são com os grupos de nossa própria cidade ou região. Disponibilizamos para estes todo o equipamento de som e luz juntamente com um supervisor técnico, limpeza completa do teatro, mídia em jornal, televisão e rádio local.
Nosso espaço não se adequa a grandes e caros espetáculos é próprio para a prata da casa, na dança, na música, na poesia, na pintura e no teatro. Nosso espaço é múltiplo e democrático.
 
Inauguração em 1906


Lustre Austríaco (foyer)

 Platéia - 170 lugares


 Re - abertura em 22 de junho de 2006


Leia mais no site do Cine Teatro São João: http://cineteatrosaojoao.blogspot.com/
 

domingo, 24 de julho de 2011

 Linguagem Popular de Campos e São João da Barra



Lamparão =
Catiço = Utilizado para se referir a algo com sentido pejorativo
Lambreta = Sandália de dedo
Satamoita =
Dijahoje = Hoje Cedo
Lampeta = a fusão de Lamparão com Capeta
Cabrunco = Variação da palavra Carbúnculo, utilizado em exclamações ou para se referir a algo com sentido pejorativo
Ariar = Limpar com Palha de aço
Romper = Passar por algum lugar.
Pocar = Estourar
Varejar = Jogar, (o mesmo que Cepar)
Lambimento = Mimo
Enxugador = Toalha de Banho
Engomador = Ferro de passar roupas
Futi = ânus
Satamoita =
Friso = Grampo de cabelo
Garrutilho =
Roncolho
Pinha = Fruta do Conde
Laranja Pocan = Mexerica
Seta = Estilingue
Papa-fumo = Libélula
Munado = O mesmo que Muito irritado, bravo
Baleba = Bola de gude
Tisgo
galopante
Machucador = Socador de Alho
Póquinha = Biscoito de Polvilho
Pé de árvore = árvore
Pipa avoada = Pipa que cai livremente


Participe!!!!!
Colabore preenchendo os significados.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Antiga Casa da Câmara e Cadeia
Prédio do período Colonial- restaurado

Construído em 1797, a antiga Casa da Câmara e Cadeia é formada por grandes pedras. Na época da construção, os poderes Legislativo (administrativo) e Judiciário, da então Vila São João da Praia, eram exercidos no mesmo local.
Os escravos fugitivos e os assassinos eram lançados de um alçapão do segundo andar, sendo enclausurados no térreo onde tem uma grande janela de grades. Ali ficavam os criminosos. Prendeu também marinheiros ingleses em 1842, eram espiões alemães.
É importante ressaltar, que é o único prédio de São João da Barra, ainda, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional ( IPHAN).

Obs.: A argamassa das grossas paredes, misturada com óleo de baleia, e as grades triplas de ferros nas janelas


Inaugurada em 24 de junho de 2011





 Arquivo pessoal

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O SESC MINEIRO DE GRUSSAÍ

O SESC é um centro de Turismo, Convenções, lazer e eventos empresariais. São várias atrações para os visitantes além de uma hospedagem completa tem exposições do artesanato local, réplicas de palácio japonês com jardins, chá, massagem oriental e também réplica do palácio indiano do Taj Mahal.
O passeio de Trem Maria Fumaça é uma grande atração principalmente na época das festas juninas.










quarta-feira, 6 de julho de 2011

Divisão do Município de São João da Barra


Distritos
  • 1º distrito: Sede (São João da Barra)
  • 2º distrito: Atafona
  • 3º distrito: Grussaí
  • 4º distrito: Cajueiro
  • 5º distrito: Pipeiras e Açu
  • 6º distrito: Barcelos



Localização de São João da Barra- RJ

Localização de São João da Barra

terça-feira, 5 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O que é a Cidade Digital Radical ?

Para entendermos o projeto CDR São João da Barra precisamos passar essencialmente por um texto citado por André Lemos que é professor associado da Facom/UFBa, coordenador do Grupo de Pesquisa em Cibercidade (GPC/Facom-UFBA, credenciado pelo CNPq), consultor da Fapesp, CNPq e CAPES.
Cidades Digitais
As cidades são sistemas complexos. Desde as primeiras necrópoles pré-históricas até as contemporâneas megalópoles, as cidades nascem, crescem e desenvolvem-se a partir de fatores sociais, culturais, políticos, tecnológicos. No século XVII, a ciência e a tecnologia tornam-se importantes para o desenvolvimento do espaço urbano. A era industrial que se inicia no século XVIII vai moldar a modernidade e criar uma urbanização planetária.
Hoje, em pleno século XXI, as novas tecnologias de comunicação e informação imprimem novas marcas ao urbano. As cidades digitais são as cidades da globalização, onde as redes telemáticas fazem parte da vida quotidiana e constituem-se como a infra-estrutura básica e hegemônica da época.
O termo Cidade Digital (ou Cibercidade) abrange quatro tipos de experiências que relacionam cidades e novas tecnologias de comunicação. Em primeirolugar, e parece ter sido essa a origem do termo, entende-se por Cidade Digital projetos governamentais, privados e/ou da sociedade civil que visam criar uma representação na web de um determinado lugar. Cidade Digital é aqui um portal com informações gerais e serviços, comunidades virtuais e representação política sobre uma determinada área urbana. Um dos projetos pioneiros foi “De Digitale Stad”, da cidade de Amsterdã, criado em 1994 por uma organização civil hoje transformada em entidade de utilidade pública. 
Entende-se, em segundo lugar, por Cidade Digital, a criação de infra-estrutura, serviços e acesso público em uma determinada área urbana para o uso das novas tecnologias e redes telemáticas. O objetivo é criar interfaces entre o espaço eletrônico e o espaço físico através de oferecimento de teleportos, telecentros, quiosques multimídia e áreas de acesso e serviços. Há inúmeras iniciativas no Brasil. O Ministério das Comunicações elaborou um Plano Nacional de Cidades Digitais para levar banda larga a todo o país. O objetivo é articular ações de inclusão digital, levando acesso à internet para toda a população em cinco anos. 
Um terceiro tipo de Cidade Digital refere-se a modelagens 3D a partir de Sistemas de Informação Espacial (SIS, spacial information system e GIS, geographic information system) para criação de simulação de espaços urbanos. Esses modelos são chamados de “CyberCity SIS” e são sistemas informatizados utilizados para visualizar e processar dados espaciais de cidades. As simulações ajudam no planejamento e gestão do espaço, servindo como
instrumento estratégico do urbanismo contemporâneo.
A quarta categoria, que podemos chamar de “metafórica”, é formada por projetos que não representam um espaço urbano real. Estes projetos são chamados por alguns autores de “non-grounded cybercities”, cidades não enraizadas em espaços urbanos reais. Essas Cidades Digitais são sites que criam comunidades virtuais (fóruns, chats, news, etc.) utilizando a metáfora de uma cidade para a organização do acesso e da navegação pelas informações. Nesse caso, não há uma cidade real, como por exemplo “Twin Worlds”, “V-Chat”, “DigitalEE” ou o popular “Second Life”.
Brasil acompanha a tendência mundial
Atualmente, as tecnologias e redes sem fio imprimem novas transformações sociais (redes de sociabilidade por SMS, micro-blogging), novas práticas culturais (acesso e consumo da informação em mobilidade) e novos desenhos no espaço urbano (zonas de acesso para Wi-Fi e celular, navegação por GPS, mapeamento, geolocalização). As cidades entram na era da computação ubíqua, embarcada, móvel. Exemplos dessa nova estrutura de conexão podem ser encontrados em várias cidades. No Brasil estão sendo implementados projetos de redes sem fio em Almerin (PA), Belo Horizonte (MG), Ouro Preto (MG), Parintins (AM), Piraí (RJ), Sud Menucci (SP), entre outras. Podemos dizer que o Brasil tem acompanhado a tendência mundial, já que encontramos as quatro categorias no país (portais governamentais, telecentros, redes wi-fi, GIS, Second Life...).
As metrópoles são hoje cidades “desplugadas”, ambientes de conexão envolvendo o usuário em mobilidade, interligando máquinas, pessoas e objetos no espaço urbano. Os lugares tradicionais, como ruas, praças, avenidas estão, pouco a pouco, transformando-se com as novas práticas socioculturais de acesso e controle da informação. A máxima que reza que o ciberespaço desconecta-se do espaço físico não se sustenta atualmente. A cidade contemporânea caminha para se transformar em um lugar de conexão permanente, ubíquo, permitindo trocas de informação em mobilidade criando “territórios informacionais”.
Em todas as acepções do termo, fica evidente que por Cidade Digital não podemos pensar em um espaço abstrato na Internet. Devemos compreendê-la como uma nova dimensão do urbano, e não como uma “outra” cidade, como um espaço “virtual” ou como uma “cidade na internet”. Trata-se efetivamente de uma reorganização das cidades existentes, fruto da nova relação entre o espaço urbano (e suas práticas) e as tecnologias digitais de informação e comunicação. Cidades Digitais são as aquelas em que a interface de redes e tecnologias informacionais com o espaço urbano já é uma realidade.
O objetivo maior dessa nova infra-estrutura é promover o vínculo social, a inclusão digital, democratizar o acesso à informação, produzir dados para a gestão do espaço, aquecer as atividades políticas, culturais e econômicas e reforçar a dimensão pública. O desafio é criar formas de comunicação e de uso do espaço físico, favorecer a apropriação social das novas tecnologias e fortalecer a democracia com experiências de governo eletrônico e cibercidadania. A atual revolução na infra-estrutura urbana é uma das mais fundamentais mudanças no desenvolvimento das redes urbanas desde o começo do século passado.
Por que o texto do André Lemos ? Nada mais conhecido mundialmente que o útil e prático Google que segundo a consultoria Brand Finance, hoje é a maior e mais valiosa marca do Mundo. Pois então, acessando ( www.google.com ), e procurarmos por "Cidade Digital" iremos chegar ao site mais acessado em se falando de cidades cigitais que é ( www.cidadesdigitais.com.br ) e podemos procurar em "Por que uma Cidade Digital" e "Artigos", quinta página e estaremos na matéria acima citada pelo respeitoso Dr. André Lemos.
Anexo segue um arquivo que expõe o Grau de Evolução da Digitalização das Cidades, que é seguido pelo conceituado CPqD ( Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações ). O CPqD ( www.cpqd.com.br ) foi criado em 1976 como Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Telebrás, empresa estatal que detinha o monopólio dos serviços públicos de telecomunicações no Brasil. Desde então, ocupa posto de vanguarda tecnológica, sintonizado com o futuro e antecipando-se às necessidades de uma sociedade que se modifica e evolui em alta velocidade. Em 1998, com a privatização do sistema Telebrás, o CPqD tornou-se uma fundação de direito privado, ampliando a sua atuação, tanto no escopo como na abrangência do mercado e também: centrais digitais, antenas, sistemas de transmissão digital, equipamentos de transmissão óptica, fibra óptica, laser semicondutor, centrais de comutação por pacote, telefone público a cartão indutivo, centrais de telex, complexos sistemas de suporte a operações e negócios e tantas outras tecnologias desenvolvidas no CPqD, que somadas ao conhecimento sobre o mercado e a sociedade brasileira, em seus aspectos culturais, socioeconômicos e históricos envolvidos com TICs, consolidaram no CPqD potencial inovador único na área.
Pois bem, São João da Barra com a nova gestão em janeiro de 2005 com a prefeita Carla Machado, vem com dedicação e confiança trabalhando em para o desenvolvimento do município e em 2007 já é uma Cidade Digital, prestando os serviços essenciais a população e se enquadrando perfeitamente no índice de numero 3 do CPqD e com o lançamento do Programa Municipal de Internet Livre ( PROMIL ) onde distribui gratuitamente a internet para toda a população, erradicou a exclusão digital do município, onde hoje a internet é tida como energia elétrica, saúde, educação e segurança. Não pode faltar que a população tem como fundamental.
Desde então trabalhamos e muito para expandir e a administração da Prefeita, pensando mais longe, foi buscar um projeto mais ousado e com maiores melhorias e um projeto inovador para esse mundo globalizado e para o município que esta recebendo o maior investimento privado da América Latina que é o Complexo Logistico do Açu.
Iniciando as pesquisas, voltamos ao "Google" e partimos para a "Infovia Municipal", e foi onde chegamos na terceira página dos artigos no site das  Cidades Digitais ao texto abaixo do Dr. Leonardo Mendes que é professor e doutor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do Laboratório de Redes e Comunicação (LaRCom/Unicamp) que fala que Infovia Municipal, Rede Comunitária, Rede Cívica, Rede Social, Rede Livre, Cidade Digital, e outros tantos nomes, dizem respeito a um movimento universal voltado à construção de um novo conceito em comunicações, inaugurado a partir da evolução das redes globais de computadores e, em particular, da Internet.
A Internet é o resultado da integração das redes experimentais de comunicações de dados que foram desenvolvidas em um grande número de países. O Brasil também participou deste processo, ainda que tardiamente, com as redes Transdata (1980) e Renpac (1985).
A principal origem da Internet pode ser traçada até a Arpanet, uma rede experimental de origem militar desenvolvida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos no fim da década de 60, ainda durante a Guerra Fria. Foi principalmente através da Arpanet que foram desenvolvidos os principais protocolos de comunicações de dados atualmente em uso na Internet.
Em sua origem, não se imaginava a Arpanet como uma rede do tipo da Internet dos dias de hoje. No princípio, supunha-se que estas redes dariam origem a grandes redes nacionais de uso relativamente restrito. Um dos resultados desta visão foi a escolha tímida para o plano de endereços do protocolo TCP/IP, o que acabou provocando, nos dias de hoje, uma carência de números IP públicos para impulsionar a Internet (mas para isto já existem outras soluções como, por exemplo, CIDR e IPv6).
No entanto, principalmente devido às explosivas evoluções da eletrônica e da microeletrônica, aliadas às não menos importantes revoluções nas redes de interconexão via rádio (wireless) e fibras ópticas, o papel das redes de comunicações de dados acabou indo muito além do previsto.
Já no fim da década de 70 e início da de 80, outras iniciativas de objetivos específico, como Bitnet, Usenet, Janet (Inglaterra, 1984) e NSFNET (USA, 1985), estavam surgindo.
Os próximos passos foram rápidos e radicais. Para o fim da década de 80, estas redes convergiram para a criação de uma internet global, ou simplesmente Internet, como “ela prefere ser chamada”, que se tornou uma rede pública global e “única” no início da década de 90. A partir de então, foram sucessões de novidades tecnológicas, ou simplesmente lógicas, que formaram aquela que já é talvez a maior rede de comunicações da história da humanidade.
Uma descrição detalhada da Internet, sua tecnologia e história, está fora do escopo deste artigo, mas podemos dizer que a Internet é uma rede global que se difere de tudo que já aconteceu.
Enquanto redes como a de telefonia ou de televisão foram desenvolvidas, e ainda operam, centradas em um serviço específico (voz para telefonia e vídeo para televisão), a Internet foi concebida centrada na comunicação de dados, mas se mostrou apta também ao telefone e à TV.
Ou seja, através da Internet podemos ter dados, voz, vídeo, conferências, videoconferências, TV sobre IP, teatro sobre IP, cinema sobre IP, jogos, jogos online, avatares, “second life”, e uma infinidade de outros programas, ambientes de relacionamento e tantas outras aplicações existentes ou que ainda serão desenvolvidas.
Nesta história toda, um problema, entretanto, permanece: “a Internet não tem casa”. O que isto significa? O telefone, por ocasião de seu invento, ganhou uma rede própria que incluía seu modelo econômico de comercialização. Este modelo é da segunda metade do século 19 e está, com pequenas atualizações, em voga até hoje.
Após o intervalo em que as primeiras experiências de radiodifusão de TV estacionaram por conta da segunda Grande Guerra, a comunidade mundial retorna ao ritmo inicial para consolidar os modelos tecnológico e comercial de distribuição de TV na segunda metade da década de 40.
Ou seja, praticamente desde suas origens, a TV e o telefone possuem sua rede e seu modelo próprio de comercialização. Isto é, eles “possuem casa”.
E a Internet? Se quisermos acesso, precisamos de um modem e uma linha discada; ou um modem de banda larga da companhia telefônica ou da empresa de TV a cabo. Isto significa que a Internet não possui rede própria. Precisa pedir emprestado e ficar sujeita (e com isto nós temos que nos sujeitar também) às condições impostas pelas operadoras de telefonia e de TV a cabo.
O que é a Infovia Municipal? Acredito que muitas definições podem ser dadas a ela. Aqui eu gostaria de acrescentar mais uma: “é a casa própria da Internet”. A união do acesso à Internet com o acesso aberto e universal à Infovia Municipal gera um ambiente livre de amarras e altamente rico para a construção e difusão de conhecimento social. É a liberdade para a Internet, é a liberdade para a sociedade da informação, é a liberdade para a
sociedade.
Com as Infovias, a chamada “última milha” deixa de pertencer à operadora e passa a pertencer ao usuário (algo parecido com o unbundling tão desejado pela comunidade de telecom). A construção das Infovias, e seu uso como rede de acesso à Internet, está regulamentada na maior parte dos países do mundo (inclusive no Brasil). Sua viabilidade econômica está demonstrada e seu impacto social é do conhecimento de todos. Assim, não há razões para esperarmos mais por isto.
Pois bem, estamos com nosso Plano Diretor de Infovia pronto, firmamos um convênio com a Unicamp para desenvolvermos e aplicarmos este Plano Diretor, bem como o SIGM ( Sistem Integrado de Governança Municipal ) que é um Sistema amplo que abrange toda a esfera administrativa do municipio que eu teria que escrever páginas e páginas para detalhar seus benefícios. Porém o que  destaco é a integração de todas as bases de dados que se tornarão um cadastro único e será utilizado por todos.
Acho que o maior dos pilares do Projeto CDR São João da Barra, é a Educação, que contará com inúmeras novidades, como o Conexão do Saber  ( www.conexaodosaber.com.br )que é um software desenvolvido especificamente para educação até a 8º série e que será instalado em todos os computadores que integraram a rede pública municipal, todas as escolas municipais e municipalizadas estarão dotadas de um laboratório de informática com 15 microcomputadores de última geração com o Conexão do Saber e todos os professores da rede pública municipal receberá capacitação, não só para o Conexão como para outros demais sistemas e softwares que estarão disponiveis na Secretaria Municipal de Educação como nos microcomputadores das secretarias das escolas. Alunos e professores terão emails para integração, Lousas Digitais fazem parte também do projeto para chamar a atenção dos alunos as aulas e melhorias na aprendizagem. Escola inteligente, onde os alunos terão seus cartões de identificação, possibilitando um "ponto educacional eletronico" e um acompanhamento diário dos alunos que ao final do mês ou período poderá ter sua frequencia disponibilizada sem nenhuma "chamada" em sala de aula e estes poderão ser enviados aos pais via email ou relatório. Muitas outras melhorias e funções inovadoras estarão a mão da administração para melhorar a qualidade de ensino dos municípes. A Educação Municipal será Mediada por Computador !
A Saúde, assim como a Educação que terá todas as Unidades de Educação interligadas com Sistemas, monitoramento, Telefonia IP, a SAÚDE terá o Comunidade Saudável, também com a integração de todas as unidades de saúde com a Secretaria Municipal, utilizando o SIGM com o cadastro único e o Cartão Cidadão para acesso a programas de marcação de consultas online, exames e solitações de medicamentos e muitas mais utilidades que serão mencionadas no lançamento oficial do Projeto.
Outro grande pilar do projeto CDR São João da Barra, vai além e entra no âmbito da segurança com câmeras espalhadas por todo o município, integradas a um centro de comando que poderá ser utilizado pela Policia Militar, Civíl, guarda municipal, defesa civil, secretaria de transportes e outras mais funcionalidades que se forem necessárias informações de vídeo ao vivo de diversos pontos do município.
Todas as áreas da admministração serão contempladas com o CDR São João da Barra, Turismo e Cultura com novo portal e diversos vídeo para acesso via web, quiosques turisticos, centros culturais com acervos digitalizados, Administração com ampliação e melhorias do seu parque de máquinas e cursos profissionalizantes, Fazenda com implantação de serviços sendo disponibilizados online pelo portal municipal para todos os contribuintes, facilitando o acesso e aumentando a arrrecadação, Planejamento com implantação do GED ( Gerenciamento Eletrônico de Documentos ), Obras e Serviços Publicos juntamente com, Agricultura, Pesca e Defesa civil com Geoprocessamento e monitoramento em tempo real do tempo e previsões de chuvas, possibilidades de vídeo conferências com universidades e meios de pesquisas.
O município através da Infovia, esta conectado ao mundo em altíssima velocidade, podendo responder e acompanhar o desenvolvimento de grandes projetos mundiais e de grandes capitais.
É um projeto inovador e único, porque não para por aí, em paralelo estamos desenvolvendo um Polo Tecnológico que atenderá não só ao Complexo Logistico que esta se implantando aqui no município como a toda a região. A população terá melhor eficácia na Educação, maior agilidade na Saúde, maiores e melhores acessos aos serviços públicos e as informações que hoje estão restritas a uma parte do povo. Isso tudo torna nosso projeto totalmente RADICAL e diferenciado de todos os que foram apresentados e implantados em alguns municípios do brasil e porque não do mundo ?!
Nenhum outro município do País terá tão grandioso crescimento, financeiro, populacional, industrial e agora tecnológico como São João da Barra em tão pouco tempo.

 Projeto "Cultura sobre Rodas" em São João da Barra conta com patrocínio da LLX




O projeto possui como prioridade proporcionar entretenimento e cultura nas áreas mais afastadas do município de São João da Barra.
O Cultura sobre Rodas abrangerá as localidades mais afastadas com eventos teatrais, música e dança.Uma forma de dinamizar, incentivar e acessibilizar a cultura à todos os nossos munícipes e aqueles que nos visitam.


Fonte: http://www.culturasobrerodas.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de junho de 2011

 Projeto "Cidade Digital Radical" em São João da Barra


Imagem: publitechbrasil.com.br


Carla Machado anuncia lançamento da primeira etapa do projeto "Cidade Digital Radical" em São João da Barra

Postado por Fernando Ribeiro dia 25 de junho de 2011

 Em evento que marcava a inauguração da restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia, realizada com recursos da Prefeitura, sob orientação do Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na noite da última sexta-feira (24), a Prefeita Carla Machado anunciou a inauguração do Projeto Cidade Digital Radical e falou um pouco sobre o projeto. Carla, ainda, anunciou a inauguração da primeira Escola Técnica de São João da Barra.
“Nós não podemos deixar de pensar mais, pois daqui a alguns dias, nós vamos estar lançando a primeira fase de um projeto tecnológico ousadíssimo, em parceria com a UNICAMP, que é uma das Universidades reconhecidas no mundo inteiro, o Projeto vai ser o ‘Cidade Digital Radical’… São João da Barra vai sair na frente e vai ter um parque tecnológico aqui dentro, o mais avançado do país inteiro, com cabeamento fibra óptica e tudo mais. E já vamos estar inaugurando a primeira fase daqui a alguns dias, no dia 04 de Julho, a primeira etapa, depois de feito o plano diretor de tecnologia. Vamos estar inaugurando junto com a primeira Escola Técnica do município, que nós conseguimos que fosse iniciada a federalização dela através do Governo Federal, do Instituto Federal Fluminense , que é o IFF”, disse a Prefeita de São João da Barra, Carla Machado.


Assista o video http://www.youtube.com/watch?v=oJcy0TX12nk&feature=player_embedded

Enriquecendo a Cultura Local para o Desenvolvimento!!!




Relações Internacionais São João da Barra x China




 Fonte: youTube

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Casa da Cultura/Antigo Grupo Escolar Alberto Torres

A edificação possui implantação no lote urbano própria à segunda metade do século XIX, alinhada à calçada e com afastamento lateral O prédio tem sua construção provavelmente anterior à instalação do Colégio. O Grupo Escolar Alberto Torres foi inaugurado em 12/12/1922 pelo Presidente do Estado, Exmº. Sr. Raul de Moraes Veiga, e funcionou com este uso por quase cinquenta anos. Desativado em 1970 devido a precariedade da conservação e a incompatibilidade com as necessidades de espaço, o edifício vem sendo subtilizado como depósito da Prefeitura e atelier para guardar a confecção das decorações carnavalescas. O prédio foi tombado pelo INEPAC em 03/01/1979, pelo processo nº E-03/16.510/1978. Trata-se de uma edificação tipo chalet, ao gosto romântico, típico do último quartel do século XIX, com elementos decorativos que denotam apuro formal e construtivo. O edifício é constituído de um único corpo de dois pavimentos, com planta retangular. Uma escada lateral de cantaria com guarda-corpo em serralheria serve de acesso ao segundo pavimento. Sua fachada principal é vazada por oito janelas de vergas retas, guarnecidas por esquadrias de vidro e venezianas. O pavimento superior possui quatro janelas, com sacada corridaem serralheria. No tímpano, um óculo central coroa a frontaria. Na fachada voltada para a Rua Coronel Teixeira abrem-se vinte e quatro janelas de vergas retas com esquadrias de vidro e veneziana, sendo que no segundo pavimento três janelas abrem-se para a sacada. O sobrado tem cobertura em duas águas (telhas francesas), tipo chalet, ornado com lambrequins. O prédio encontra-se em péssimo estado de conservação, com problemas de infiltração.
Fonte: site da Prefeitura de São João da Barra
 HISTÓRIA CULTURAL TEORIA E HISTORIOGRAFIA


UAB - História Arte e Cultura- youTube
Visite São João da Barra Agora!!!!



Vídeo retirado do site da prefeitura de São João da Barra- RJ
29 de Junho é o dia de São Pedro!!!

São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas


 A data é comemorada em vários lugares do mundo com muita festa: procissões terrestres e fluviais, fogueiras, comidas típicas e pau-de-sebo.
São Pedro também é o fundador da Igreja Católica. Após a sua morte, de acordo com a tradição católica, ele foi nomeado o chaveiro do céu. Quando tem chuva com trovões é comum dizer " São Pedro está trocando os móveis".
Em São João da Barra não podia ser diferente. A tradição é comemorada com vários eventos no Circuito Junino.

terça-feira, 28 de junho de 2011

 Historiador em tempo de Cultura




Historiador em tempo de Cultura
O crescimento da História Cultural nas últimas décadas colocou na pauta dos historiadores assuntos antes renegados pela historiografia, como a cultura pop, o samba ou ainda o estudo dos símbolos modernos. Saiba mais sobre esse universo de temas da nova historiografia


Os estudos históricos sobre cultura não são exatamente uma novidade para nós do século XXI. Ainda no século XIX, o historiador suíço Jacob Burckardt desenvolveu trabalhos brilhantes acerca do renascimento. No entanto, foi somente a partir da década de 1970, que os aspectos culturais do comportamento humano deixaram de ser secundários e começaram a se tornar o centro privilegiado do conhecimento histórico. Chamou-se essa mudança paradigmática de “virada cultural”. Desde então, a historiografia nunca mais foi o mesma.


A mudança, pode-se dizer, foi para melhor. Até aquele momento, a história era bastante dominada por esquemas teóricos generalizantes que valorizavam grupos particulares. Era vista como uma grande narrativa da qual pouco ou quase nada podia escapar. Era a história dos “grandes territórios”.
Nos últimos quarenta anos, a História Cultural cresceu, prosperou e hoje instiga historiadores de todo o mundo a produzirem trabalhos de excelência sobre gênero, formação de memórias, minorias étnicas e religiosas, hábitos, costumes, laços identitários e o que mais integrar o vasto universo do cultural nas sociedades humanas. Foi no bojo dessas transformações que a historiografia descobriu diversos temas até então renegados ao silenciamento ou condenados ao isolamento.


É o caso da cultura pop, da simbologia, assuntos estudados hoje não só por historiadores, mas também por pesquisadores da área da comunicação social; do desenvolvimento dos signos nas sociedades antigas, dos diversos elementos da cultura de massa ou da cultura “pop” no século XX. É o caso ainda de crendices pertencentes a cultura popular, do medo da morte ou ainda do medo do desconhecido, como é o caso da vida após a morte e de elementos que habitam o sempre polêmico conceito de “imaginário social”.


É claro que há problemas. Um deles, talvez um dos mais difíceis de lidar, seja o fato de que muitos desses temas ainda se encontrem no senso comum associados a ocultismo, numerologia, espiritualidade, teorias conspiratórias, enfim, estereótipos, arquétipos e simplificações que estão muito distantes do universo normativo dos historiadores. O crescimento da internet ajudou bastante na proliferação de todo tipo de discurso caricaturado de muitos desses temas. Nesse contexto, os símbolos são quase sempre vistos apenas como parte de um universo de ocultismo, de espiritualidade, associados a conspirações e mensagens subliminares e não como uma linguagem construída desde a antiguidade até o cotidiano contemporâneo, um processo de comunicação construído socialmente e que dá inteligibilidade ao mundo.


Mas, apesar destas dificuldades, a nova gama de questões inerentes à história cultural vem conseguindo romper com preconceitos e com os discursos sensacionalistas. Prova disso é a quantidade de boas obras do gênero que surgem nas universidades. Uma dessas obras é livro “Pedalando na Modernidade: a bicicleta e o ciclismo na transição do século XIX para o XX”, de André Maia Schetino. Nesta obra, lançada recentemente pela editora Apicuri, o autor explica como a bicicleta gerou uma prática ao seu redor, o ciclismo, no contexto de construção do ideário de modernidade. Na pesquisa, Schetino realizou uma vasta pesquisa, descobriu uma outra relação Brasil-França que até pouco tempo atrás não seria possível deduzir a partir de fontes tradicionais. Além disso, é preciso citar o original "Dicionário de Simbologia", escrito por Manfred Lurker, que se propõe a explorar temas vastíssimos como ressurreição, fertilidade, poder, vida, triunfo e outros tantos que compõem não só o terreno do historiador dos costumes contemporâneos quanto também do antropólogo.


Gostou do assunto? O Café História realizou uma pesquisa e indica alguns conteúdos que podem lhe ajudar a compreender um pouco mais dos novos ares trazidos pela História Cultural nas últimas décadas.


Primeiro o artigo de André Maia Schetino e Vcitor Andrade de Melo, “A bicicleta, o ciclismo e as mulheres na transição dos séculos XIX..., que deve agradar bastante àqueles que se interessara pelo livro há pouco citado. "Desde que o samba é samba: a questão das origens no debate histori..., de Marco Napolitano e Maria Clara Wasseman também é um artigo que vale a pena ser lido. Há ainda o Vídeo "História Cultural - Teoria e Historiografia", da Universidade Aberta do Brasil, que você confere clicando aqui. Por fim, é leitura obrigatória o livro “O que é História Cultural”, do historiador inglês Peter Burke, considerado hoje o maior expoente da História Cultural. Na página principal, você encontra esse livro a venda no site submarino.